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Um projeto com raiz no campo
A Catanduva é hoje referência na criação de Angus em todo o Brasil. Mas trata-se sobretudo, de um projeto executado passo a passo, planejado, experimentado, avaliado a cada resultado. No princípio, em 1988, a opção foi pelo cruzamento industrial utilizando o Angus, o charolês e o nelore, sustentados pela implantação de pastagem, ensilagem e melhoramento do campo nativo. Dois anos depois, um novo rumo é determinado: a produção de genética de ponta. A raça escolhida foi o Angus de pelagem vermelha, que havia demonstrado vantagens determinantes sobre as outras raças, como precocidade, rusticidade, ganho de peso e habilidade materna. O primeiro desafio foi formar o plantel. Os criatórios de Angus se restringiam basicamente à região de Uruguaiana, na fronteira-oeste do Rio Grande do Sul. E a variedade vermelha (red) era muito rara. Por isso, toda a oferta red oferecida nos remates da fronteira era adquirida pela Catanduva. Essa escassez de oferta levou à decisão de importar animais da Argentina. Cinco anos depois, o primeiro resultado em pista. Na primavera de 1995, o primeiro Leilão Catanduva disponibilizava a maior oferta de touros e fêmeas Red Angus até então no Brasil. Cem Angus vermelhos em pista. E nos anos seguintes, segue a marca~ maior oferta de touros e vacas Red Angus do Brasil é sempre nos leilões da Catanduva que, a partir de 2000, passam a ocorrer duas vezes ao ano, n outono e na primavera. Nesse meio tempo, começam a se estabelecer laços sólidos de amizades, parcerias, novos projetos. Um deles se estabelece além-fronteiras, a parceria com a Cabanha La Coqueta, do Uruguai. Rapidamente, a La Coqueta, conquistou a condição de principal criatório de Red Angus do Uruguai. Ganhou prêmios importantes e a parceria segue aprimorando genética com aporte de tecnologia, conhecimento e métodos reprodutivos que maximizam a produção. A produção da Catanduva passou a confirmar na spistas sua qualidade. O primeiro prêmio significativo foi em 1997. Catanduva delegado foi Campeão Terneiro e 3° Melhor Macho da Expointer. O primeiro Grande Campeonato veio em 1999, com Catanduva Reena 06. Os prêmios foram se sucedendo, mas o ano de 2004, véspera dos 15 anos da cabanha, é particularmente significativo. Na Exposição Nacional da Raça, realizada durante a Expointer, Catanduva Nostradamus é o Grande Campeão e Catanduva Magnético é o Reservado de Grande Campeão. Nessa mesma exposição, Catanduva Mandala é a Reservada de Grande Campeã entre as fêmeas. E na concorrida pista de Londrina, Catanduva Merluza arrebata o grande Campeonato. O mercado responde a esse trabalho. No leilão de maio de 2005, Catanduva Harpa é record de preço: U$ 125 mil. Mas o princípio de tudo segue o mesmo: bons campos, excelência em genética, sanidade, alimentação, manejo. E tudo isso dividido, democraticamente, com o mercado, através da Central Catanduva de sêmen e embriões. Afinal, produção de genética é um bem social. Há muitos anos, a cabanha vem utilizando reprodutores próprios, animais descendentes de boas linhagens a nível internacional, mas melhor adaptados ao meio onde vivem. É Angus brasileiro, adaptado ao clima e ao campo, pelo curto, de porte médio, e melhor resistência aos rigores do verão. Enfim. Essa história de 15 anos segue em frente. Mas, na verdade, começa muito antes: na origem no campo, no trabalho de tantos criadores, na observação diária, na dedicação, na paixão. Porque se não fosse assim, esta história não estaria acontecendo. |


